Estágios do Diabetes: Quais são?

Estágios do Diabetes: Quais são?

estágios do diabetes

Estágios do Diabetes – Diabetes é um termo abrangente para três doenças primárias: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional.

De acordo com diretrizes estabelecidas por especialistas na área, existem vários estágios do diabetes, cada um deles definido por mudanças fisiológicas dentro do corpo.

Neste artigo, vamos explorar os estágios do diabetes tipo 1 e tipo 2, conforme definido por especialistas em diabetes, bem como informações sobre o controle do diabetes em longo prazo.

O que dizem os especialistas?

Na última década, organizações profissionais, como a American Diabetes Association (ADA) e a American Association of Clinical Endocrinologists (AACE), criaram diretrizes que descrevem os vários estágios do desenvolvimento do diabetes.

De acordo com a literatura sobre essas diretrizes, a compreensão dos vários estágios do diabetes pode permitir que médicos e pacientes tenham uma abordagem mais abrangente para cuidados preventivos e gerenciamento de doenças.

Confira a seguir os estágios do diabetes tipo 1.

Estágios do Diabetes Tipo 1

Em 2015, a ADA divulgou uma declaração conjunta com a JDRF e a Endocrine Society delineando os vários estágios do diabetes tipo 1.

Usando a diretriz abaixo, os médicos podem diagnosticar mais facilmente essa condição em um estágio anterior, mesmo quando os sintomas podem não estar presentes.

É importante observar que o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, que são responsáveis ​​pela produção de insulina

Pré-estágio 1

Nesse estágio, a análise genética pode ajudar a identificar genótipos subjacentes que são comumente associados ao diabetes tipo 1.

De acordo com a pesquisa, uma região específica no cromossomo seis – chamada de região HLA – está associada a até 50% do risco de desenvolver esta condição.

Outros fatores, como ter um irmão ou parente próximo com diabetes tipo 1, também podem aumentar o risco de doenças.

Estágio 1

Nesse estágio, pelo menos um autoanticorpo relacionado ao diabetes está presente no sangue.

Nesse ponto, esses autoanticorpos já começaram a atacar as células beta do pâncreas.

Mas os níveis de açúcar no sangue ainda permanecem dentro da faixa normal e nenhum sintoma está presente.

Estágio 2

Nesse estágio, pelo menos dois ou mais autoanticorpos relacionados ao diabetes estão presentes no sangue.

Como as células beta continuam a ser destruídas pelo sistema imunológico, a falta de insulina leva ao aumento dos níveis de açúcar no sangue devido à intolerância à glicose.

Embora a disfunção das células beta seja mais séria neste estágio, ainda não há sintomas.

Estágio 3

Neste estágio, há uma perda significativa de células beta devido à autoimunidade e os sintomas estão presentes, resultando em um diagnóstico de diabetes tipo 1.

Durante esta fase, os sintomas da diabetes tipo 1 podem incluir:

🔹 Fome ou sede excessiva;
🔹 Visão embaçada;
🔹 Fadiga severa;
🔹 Micção frequente;
🔹 Perda de peso inexplicável.

Estágios do diabetes tipo 2

Em 2018, a AACE criou o modelo de atenção multimorbidade com base em doenças crônicas com base em disglicemia (DBCD).

Muito parecido com as diretrizes anteriores de 2015, o modelo de atendimento DBCD ajuda os médicos a tomar medidas preventivas para reduzir as complicações do diabetes tipo 2.

Estágio 1

Este estágio, definido como resistência à insulina, é onde as células musculares, gordurosas e hepáticas se tornam resistentes à insulina e têm problemas para trazer glicose para dentro da célula.

Mas o pâncreas compensa isso produzindo mais insulina, o que ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal.

Estágio 2

Nesse estágio, também conhecido como pré-diabetes, as células se tornam tão resistentes à insulina que a insulina extra não é suficiente para baixar os níveis de açúcar no sangue de volta ao normal.

Em alguns casos, a disfunção das células beta também pode estar presente.

Durante esse estágio, os níveis de glicose no sangue permanecem mais altos do que o normal, mas não altos o suficiente para serem classificados como diabetes.

Estágio 3

Os níveis de açúcar no sangue permanecem anormalmente elevados, levando ao diagnóstico de diabetes tipo 2.

Tanto a resistência à insulina quanto a disfunção das células beta podem levar a níveis elevados de açúcar no sangue no diabetes tipo 2.

Sem tratamento, esses níveis elevados podem causar danos a longo prazo ao corpo.

Estágio 4

Nesse estágio, complicações vasculares podem ocorrer como resultado do alto nível de açúcar no sangue.

Como os níveis de açúcar no sangue permanecem altos, podem ocorrer danos dentro do sistema vascular, levando a potenciais complicações como:

🔹 Albuminúria;
🔹 Doença renal crônica;
🔹 Doença arterial coronária;
🔹 Insuficiência cardíaca;
🔹 Neuropatia periférica;
🔹 Derrame.

E qual seria o “estágio terminal” do diabetes?

Embora “diabetes em estágio terminal” não seja um termo comumente usado, o diabetes pode levar ao que é conhecido como complicações diabéticas em estágio terminal ou complicações avançadas.

Em pessoas com diabetes, complicações avançadas, como doença renal em estágio terminal, ocorrem após muitos anos de convivência com diabetes.

Um estudo de 2019 descobriu que as complicações microvasculares do diabetes, como a nefropatia, aumentam o risco de eventos cardiovasculares e morte em pessoas com tipo 1.

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FONTE:

[1] – https://www.healthline.com/health/diabetes/stages-of-diabetes#diabetes-management

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